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Inovações sustentáveis

Capacidade instalada não é geração

Um parque eólico e uma térmica de mesma potência declarada entregam quantidades de energia muito diferentes ao longo de um ano. A unidade do indicador importa.

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Capacidade instalada não é geração

Capacidade instalada é potência: quanto uma usina consegue entregar num instante de operação plena. Geração é energia: quanto ela efetivamente entregou ao longo de um período. A razão entre as duas é o fator de capacidade, e ele varia enormemente por fonte: o vento não sopra o tempo todo, o sol não brilha à noite, e o reservatório depende do regime de chuva.

Isso significa que somar megawatts instalados de fontes diferentes produz um número real, mas que responde a uma pergunta estreita: quanta infraestrutura existe. Ele não responde quanta energia limpa foi de fato produzida, nem qual fração do consumo foi atendida por ela. Confundir os dois é a origem de boa parte das comparações otimistas entre matrizes energéticas.

Há uma vantagem prática, porém, em usar capacidade instalada num atlas territorial: ela é atribuível a um lugar. A usina fica num município, e a potência declarada é dele. Geração é medida no sistema, flui pela rede e não pertence a um território de forma simples. Para um indicador que precisa ser somado por unidade da federação, capacidade é a grandeza que se comporta bem.

Por isso o indicador do NC Atlas Inc se chama "capacidade renovável instalada", com a unidade explícita ao lado do número, e a página do indicador registra essa limitação em vez de deixá-la implícita.

Os indicadores citados neste texto podem ser explorados por região no Explorer. A procedência de cada valor está descrita em Sobre os dados.

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