Pular para o conteúdo
NC Atlas Inc
Blog
Inovações sustentáveis

O custo computacional de um atlas

Uma plataforma sobre meio ambiente que envia megabytes de JavaScript para desenhar cinco gráficos tem um problema de coerência, além de um problema de desempenho.

NC Atlas Inc4 min de leitura

O custo computacional de um atlas

Toda página carregada consome energia: no servidor que a gera, na rede que a transporta e no aparelho que a executa. O consumo por acesso é pequeno, e é exatamente por isso que passa despercebido: ele só aparece quando multiplicado.

Num produto de dados, as escolhas que mais pesam são poucas e previsíveis. Bibliotecas de gráfico e de mapa embarcam sistemas visuais inteiros para desenhar o que, em muitos casos, são algumas dezenas de pontos e três formas geométricas. Imagens de fundo em formatos não comprimidos custam mais do que toda a lógica da aplicação somada. Consultas repetidas ao banco a cada interação multiplicam trabalho de servidor sem entregar informação nova.

No NC Atlas Inc o mapa e os gráficos são desenhados à mão, em SVG. A geometria das unidades da federação é simplificada e projetada durante o build, de modo que o navegador receba apenas cadeias de caracteres com os contornos, sem biblioteca de projeção e sem requisição a serviço externo. A imagem do banner passa por uma etapa de conversão que reduz seu peso em mais de uma ordem de grandeza. O perfil de uma região inteira sai de uma consulta só.

Nada disso é heroico, e nenhuma dessas decisões é difícil. São escolhas ordinárias de engenharia que, num produto sobre meio ambiente, também são uma questão de coerência: é estranho pedir atenção ao consumo alheio enquanto se ignora o próprio.

Os indicadores citados neste texto podem ser explorados por região no Explorer. A procedência de cada valor está descrita em Sobre os dados.

Mais em Inovações sustentáveis

Ver a categoria